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Rumo a Paredes de Coura

23.08.13

O dia era de sol e enquadrava-se com o nosso objectivo que ficava em Paredes de Coura. A expectativa era de que fosse um dia diferente, uma cache diferente.

O geocaching para muitos é apenas uma brincadeira. Para outros como nós é tão só o motivo que nos leva a locais por onde nunca passaríamos. E assim se vivem aventuras, se conhecem novos locais, ficando com uma história para contar.

Partimos em direcção a Ponte de Lima onde fizemos uma paragem que coincidiu com o dia de feira da vila. Feira essa que nunca teríamos ficado a conhecer, mais uma vez se não fosse o geocaching. Eu não imaginava que ainda se faziam feiras desta dimensão. E num ápice abrimos Ponte de Lima com quatro caches, em locais já conhecidos, mas de grande beleza paisagística. Ponte de Lima está viva, e permite que o aroma das tradições e do passado nos envolva.

Já meio-dia se tinha passado quando a poucos quilómetros de Paredes de Coura fazemos uma paragem numa casa abandonada. O local é aprazível e revela aquela que era a vida dos guardas-florestais (actualmente incluídos na GNR). Habitações que se misturam com a natureza, bem projectadas e localizadas, com terrenos de cultivo em redor para sustento do guarda, da sua esposa, e dos seus filhos. Enquanto este levava a marmita e passava dias inteiros na floresta, cabia à sua esposa cultivar a horta e fazer a lida de casa, madrugando e despachando os filhos para a escola. Em alguns casos, ainda sobrava tempo para criar uns galos, coelhos e até o porco. As lareiras fantásticas que estas casas possuíam eram um convite à produção de fumeiro, que sabia tão bem comê-lo junto às brasas…

E após enchermos a barriga em Paredes de Coura, partimos para o nosso inóspito objectivo. Fomos levados pelo desconhecido, por uma história verídica, e pelo ambiente macabro e dantesco. Quando demos por isso estávamos a trepar um muro de pedra e a entrar num hospital psiquiátrico abandonado.

( Continua... )

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Publicado às 11:12




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