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A iluminação pública desligada

30.01.13

Quando em 1780 se iniciou o plano de iluminação em Lisboa, havia o intuito de se poder usufruir da cidade de noite. Aliás, parece-me que na época as pessoas promoviam mais o convívio social do que nos dias de hoje. A iluminação pública é o básico para trazer as pessoas ao centro das cidades valorizando monumentos e espaços de lazer. Paralelamente teremos os motivos de segurança, uma vez que uma rua bem iluminada será certamente um factor dissuasório para a prática de crimes.

Ainda este mês eu e a Maria andámos às escuras no centro de Sintra, em que a nossa iluminação se resumiu à fornecida pelo visor dos telemóveis. O mesmo se passou hoje em Braga. E não estamos a falar de horas tardias. Falamos de horas de lanche, em que apetece ir ao centro beber um chocolate quente e passear junto à história iluminada.

Mesmo no que toca à circulação rodoviária a iluminação pública é facilitadora. Ainda há pouco, ao entrar numa rua íamos tendo um acidente, isto porque já de noite a outra condutora circulava de luzes apagadas e a rua é só mais uma das que não tem direito a iluminação pública. Os candeeiros existem apenas para enfeite.

A crise é o argumento dos cobardes para esconder outros interesses. Quem como nós paga impostos tem o direito de usufruir do espaço público à hora que bem entender, sem com isso, obviamente, prejudicar a vida dos outros.

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Publicado às 20:25