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As imagens e a polícia

28.11.12

O país anda desorientado. Pega-se em temáticas para entreter as pessoas com o vazio. Parece que o objectivo é demover o pensamento do que realmente é útil e necessário para mudar o rumo das coisas. Enche-se a agenda com não-assuntos. Perde-se tempo com futilidades e divagações que nos ofuscam o caminho para a saída.

E com isto tudo, afinal, qual é o problema da polícia solicitar imagens às estações de televisão, sejam elas em bruto ou em delicado, emitidas ou por emitir. Isto só perturba as mentes que apoiam a desordem pública e em que o apedrejamento à polícia é para elas um acto em si próprio equilibrado e cívico.

A recolha de imagens e o procedimento à detecção de crimes é parte do meu trabalho. Obviamente, as imagens recolhidas serão matéria de prova de actos em cenas de crime e serão a base para o levantamento de processos e acusações judiciais. A polícia tem toda a legitimidade para as solicitar. Existe até a obrigatoriedade de as armazenar durante um espaço temporal, de modo a que posteriormente, se necessário, sejam solicitadas. É normal que assim seja!

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Publicado às 22:08


4 comentários

De Eduardo a 07.12.2012 às 12:16

Se tivessem casa ou um estabelecimento comercial perto de S. Bento e vissem as janelas ou vitrinas partidas por causa destes desacatos se calhar já não se chateavam com a PSP a ver as imagens.

Este país é estranho, aplaude-se quem quebra a lei e deita-se abaixo quem a cumpre. 

De Daniel Marques a 08.12.2012 às 00:15

Nem mais! E quem a faz cumprir é muitas vezes posto em causa, quando devia ser o contrário.

De Faust Von Goethe a 09.12.2012 às 21:38

Daniel,
O mais preocupante no meio disto tudo é a violação do estado de direito de parte a parte.
Há pessoas sedentas de fazer justiça pelas próprias mãos. E quando chegamos a este ponto, o melhor é pararmos para pensar se não estaremos a entrar num estado de loucura.

De Daniel Marques a 09.12.2012 às 21:49

Não ponho outra hipótese. Estamos mesmo a entrar num estado de loucura generalizada.

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