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4G ou a nova banha da cobra

02.11.12

Aproveitando a promoção dos pioneiros 4G julguei que estava a fazer um bom negócio. Conseguir um acesso de 50Mbits com tráfego ilimitado a 50% de desconto por 24,90€ pareceu-me além de atractivo, a única solução para quem como eu vive em meio rural e onde o sinal ADSL não está garantido.

No entanto, convém alertar os menos atentos, que o acesso de internet móvel é um misto de coisas boas e coisas más nem sempre devidamente divulgados. Por um lado, passamos a dispor de um serviço que nos permite aceder à Internet quando vamos de férias, ou de levá-la para qualquer outro lugar; por outro lado, temos a parte mais negra e ocultada pelas operadoras: quando se fala em tráfego ilimitado, não está claramente explícito, mas ao atingir-se um tráfego de dados de 15GB limitam-nos a velocidade de acesso para uns ridículos 128Kbits. Chamam-lhe PUR – política de utilização responsável (ou PUA).

Que sentido fará associar um limite de 15GB a acessos superiores a 50Mbits e que vão até 150Mbits? Eu não vou ao ponto de defender a remoção total de um limite, porque os abusadores existem. Mas esta imposição, nomeadamente com este valor, além de ridícula torna a experiência desta nova tecnologia pouco interessante.

O facto de mencionarem que o tráfego de dados é ilimitado não é incorrecto. É antes ilusório. A potencialidade do 4G fica reduzida. E em abono da verdade, se eu que actualmente me encontro fora da área de cobertura 4G consegui estoirar os 15GB em oito dias, e apenas com um acesso 3G a 3.6Mbits, a utilidade de possuir velocidades superiores passa a ser nula.

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Publicado às 12:54


1 comentário

De Rúben Marques a 05.11.2012 às 11:49

Eles deviam impor um consumo mais realista, por exemplo 50gb ou mesmo 100gb. agora 15gb é ridiculo, compras um filme online, no minimo vao 4gb á vida!

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