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Ataque à família e à natalidade

20.07.12

A medida que o FMI pretende implementar, em que se compensam as mães que regressem um mês mais cedo ao trabalho, pagando melhor, em vez dos quatro meses de licença, é claramente uma medida que vai contra o que é a família e a natalidade.

 

Portugal regista uma das mais baixas taxas de natalidade. As mulheres são das que mais trabalham na Europa. E vem, esta entidade externa, que já revelou por diversas vezes não conhecer minimamente a nossa realidade, mandar barro à parede a ver se cola.

 

Perturbar o que mais puro nos pode unir, como sejam os laços que criamos com quem nos é querido, a troco de dinheiro, é imoral e torna-nos umas putas. É aliás aquilo que já somos todos os dias, quando nos impedem de ter horas de qualidade com a nossa família e amigos, quando presos à necessidade de ganhar, pouco que seja para viver, a troco de um excessivo número de horas de trabalho.

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Publicado às 12:29


2 comentários

De Artemisa a 03.09.2012 às 13:48


Como eu compreendo o que queres dizer. Tantas vezes penso que deveriamos aproveitar melhor o nosso tempo, estar com quem nos faz bem, fazer o que nos realiza... Assusta-me a quantidade de pessoas que, assim como eu, ainda pra mais nem gosta do que faz. Se dormires 8h por noite, se trabalhares outras 8, se tiveres uma hora de almoço e passares mais uma em viagens, quase nem tens tempo para ter uma vida, mesmo só trabalhando o normal número de horas por dia. E como isso faz falta...

Esta medida é mais um exemplo de má escolha de prioridades... É certo que o momento é difícil, mas haveria tanto por onde começar sem ter de vir aqui...

De Daniel Marques a 03.09.2012 às 16:16

A escravatura modernizada.

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