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Fazer as pazes com Lisboa

30.11.11

flickr/Juan Carlos


A Lisboa que sempre vi dos anos em que lá andei foi a de fachadas podres e ruas cinzentas, de gente mal disposta e suada, do ritmo descontrolado aos encontrões e das confusões. Odiava Lisboa.

Quando se deixa de usar aquela cidade para trabalhar, e quando de actor passamos a meros espectadores, a cidade muda. Passamos por onde nunca tínhamos passado. Olhamos para onde nunca tínhamos olhado, acabando por ver coisas que nunca tínhamos visto e que sempre ali estiveram.

Certo é que a minha mais recente passagem por Lisboa marcou-me. Perdi três dias unicamente com a finalidade de dar uma oportunidade de ouro àquela cidade para me conquistar. E conquistou-me! A zona ribeirinha do Tejo, a ponte que o atravessa, Alcântara-Mar e o Cais do Sodré com as gaivotas. A baixa e o Chiado bem como a Sé e Alfama.

Lisboa tem cheiro e magia, tem música na rua e gente que sorri. Tem os eléctricos que são imagem de marca e as pinturas que bem os retratam. Lisboa tem paisagem e uma vida que me fez sonhar em viver no centro da antiguidade e do paralelismo daquelas ruas, mais das que sobem e serpenteiam a colina.

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Publicado às 06:05




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