
Começo o ano a falar numa personagem do meio rádio que admiro bastante pela perspicácia e visão. Luís Montez tem como base uma empresa de eventos chamada Música no Coração. Com o arcaboiço financeiro originado da realização de diversos festivais de renome, investe no meio rádio, mas de forma inovadora criando rádios bonitas, como o próprio define. De facto, Montez mantém uma das rádios mais bonitas que alguma vez ouvi. Este homem põe no ar rádios de nicho, que não dão lucro por si só, e não teriam forma de sobreviver se não fosse o modo de funcionamento em rede elaborado por Montez, junto com a sua empresa de eventos, não só divulgando os festivais desta, como promovendo artistas pouco conhecidos que posteriormente traz a Portugal pela organização de concertos.
De todos os projectos de Luís Montez, a Rádio Oxigénio é a que mais me preenche. É uma rádio de nicho, bonita, com sons quentes, pouco repetitivos e sempre diferentes ao longo do dia. Esta rádio não cansa e oferece «Música para respirar». A aposta está centrada na electrónica, lounge, ambient, nu-jazz… É de longe a minha rádio favorita no panorama nacional.
Na última entrevista dada por Luís Montez à Marketeer, este refere que não pretende expandir as suas rádios para o resto do país. Explica que «o mercado em Portugal é muito pequeno. E a Grande Lisboa e o Grande Porto é que permitem viabilizar os projectos. Tirando Lisboa e Porto é muito complicado». Assim, é previsível que projectos como a Oxigénio se mantenham fundamentalmente em Lisboa. O resto do país terá de se contentar com a emissão online. Eventualmente poderá chegar ao Porto, onde acredito que tivesse sucesso garantido. Se se encontrarem por Lisboa, sempre podem ir sintonizando os 102.6 FM.
«Adoro como o Natal parece interromper aquelas barreiras entre nós e os outros e lembra-nos das coisas importantes (tratar bem os outros, fazer o nosso trabalho e esperar que tudo corra pelo melhor).» - Pedro Neves
Foi a mensagem atrás que lançou o mote para o que se segue mais abaixo. E se esta época de facto interrompe barreiras entre nós, então que se aproveite esse facto para iluminar alguém e se faça aplicar esse quebrar de barreiras ao longo de todo um ano.
Vivemos tempos difíceis, no entanto, e apesar das adversidades, contrariar tudo isto com valores que não têm preço tornará certamente a vida melhor e contribuirá também para um sentimento que não tem preço: a felicidade. Por isso, vamos tirar os valores humanos da crise e diferenciar-nos pela positiva. Isto não significa que teremos de caminhar alegremente para o abismo, mas antes estarmos aqui uns para os outros porque é de uma forma colectiva que criaremos valor. Poupemos o que podemos nos valores materiais, mas em contra-partida, esbanjemos - mesmo que estupidamente - nos valores humanos. Se em alturas como estas as pessoas estão mais abertas ao próximo. Se amar por vezes é ridículo. Porque não sermos ridículos todos os dias e não só quando há "desculpa" para isso? Se isto te torna mais criança ou mais puro, não é importante. Importante é que te tornes melhor para ti (porque ficas mais feliz) e para os outros (porque farás os outros mais felizes).
Sejamos ridículos então. Todos os dias!

Na minha recente lista de desejos – leia-se coisas que gostava de ter, oferecidas ou compradas por mim – incluí uma máquina fotográfica com design retro. Esperei que alguém se manifestasse quanto ao «design retro». Surpreendentemente a minha irmã tocou nesse assunto ao telefone. Diz ela que encontrou umas da Fujifilm mas de fotografia instantânea, ou seja, câmaras que revelam instantaneamente a imagem.
Andou perto, mas quanto à marca. Quando escrevi a lista de desejos estava a pensar precisamente na Fugifilm FinePix X100. Esta máquina tem um design retro mas é uma máquina de fotografia digital. É aquela máquina que num momento de crise como o que vivemos me faria entrar numa loja e dizer algo como: «Olá, quero uma Fugifilm FinePix X100 para levar já. E não precisa de embrulhar».
Trata-se pois de uma resistência o facto de continuar a escrever como me ensinaram de início. Não porque não aceite mudanças na língua, mas porque essas mudanças devem ser efeito natural de uma língua viva e não de uma imposição por decreto de um bem que é de todos e que merece respeito. Deve muito menos ser resultado de uma opção política. Justificado está a não aplicação do «Acordo Ortográfico» neste blog e no meu dia-a-dia.
Resolvi fazer esta reflexão convosco porque me habituei a escrever mensagens no telemóvel recorrendo ao dicionário, e como será de esperar, está-se mesmo a ver que nos modelos mais recentes virá essa imposição do «Acordo Ortográfico» no dicionário. Terei de me habituar a escrever com o dicionário inactivo? Que seja!
Igreja Nossa Senhora da Oliveira/Padrão do SaladoO centro histórico de Guimarães comemora o 10º aniversário da atribuíção do título. Parabéns!